sábado, 25 de abril de 2026

Like him - Quando a resposta finalmente chega, mas não é do jeito que você queria


Contexto: 

Pensa em uma música que fala tanto sobre você que só faltava mencionar o seu nome no meio a fim de provar sua tese. Like him é essa música para mim.

Quando lançou o álbum do Tyler eu ouvi em ordem bonitinho, assim podia entender a história ou até mesmo ver se tinha alguma transição entre os sons. Porém, quando parou em Like vim eu fiquei tão vidrado, tão fixado, tão encantado com essa música, que passei os próximos meses com ela no meu top 1. Talvez seja por sua melodia, pelo Tyler cantar meio fino e conforme vai avançando ele volta ao normal, pela letra ou pelo final da música, aquele "do I look like him?" Seguido de um "I don't look like him" é tão impactante, me senti na necessidade de fazer uma análise e te convencer que está música em específico é a melhor do álbum.

Análise da música:

Tudo começa com um suposto áudio da mãe dele falando sobre como todas as suas características físicas remetem a "aquele cara", deixando implícito que ela pode estar falando sobre o progenitor do Tyler, pois mais pra frente o próprio começa a discursar sobre isso, dizendo:

" Ela disse que as minhas expressões são iguais as dele"
"Igual a ele, igual a ele, igual a ele"
"Eu não sei quem ele é"

  Também mostra que pela música já começar com a voz de sua mãe, ela é uma figura central nesta história e muitas vezes o único pilar em que tyler pode se apoiar, dado que, foi abandonado pelo pai. Características está na qual marcou ele tão profundamente a ponto dele não saber dizer quem ele mesmo é, não conseguir construir identidade própria por se basear demais na do pai.

"Mãe, estou perseguindo um fantasma
Eu não sei onde ele está
Eu não sei quem ele é"

A repetição do "like him (com ele)" parece funcionar quase como um mantra pessoal, Tyler fica tão absorvido na questão de ser parecido com ele, falarem dele mas nunca o conhecê-lo que ocasionalmente parece criar tanto um medo quando um desejo de ser parecido apenas para ter a falsa sensação de estar "junto" do seu pai mesmo que só em personalidade ou aparência. (Opinião ultra pessoal minha)

  Contextualizando por fora este detalhes, Tyler já fez algumas músicas e até falou em entrevista sobre como nunca conheceu o seu pai e os sentimentos que ele tem em relação a isso. No disco Wolf, a música Answer demonstra todo o seu sofrimento, raiva e frustração em não saber o porquê de ter sido abandonado, e o problemas que sido vem gerando nele como sua crise de identidade, vazio e sentimentos contraditórios sobre si.

  A angústia de dá ao parecer com alguém que você nem sabe como é, mal sabe algo sobre ele e não pode nem entrar em contato. Isso causa um vazio nele e sentimentos opostos como indiferença e carência, o que me parece um conflito entre duas partes: seu lado mais infantil, guiado por suas necessidades afetivas básicas, ainda quer saber quem ele é, o motivo de não estar presente. 
  Por um outro lado, seu eu racional não encontra lógica nessa busca de conexão, afinal:

"Como eu poderia sentir falta de algo que nunca tive?"  "Porque tudo deu certo/ Sem ele (com quem?)"

 Afinal ele já tem uma mãe para preencher todas as suas necessidades emocionais:

 "Você me deu amor", " E afeto", "Atenção", "Proteção". 

Entretanto o Tyler criança sabe que isso não é o bastante e que sente a falta do pai, desejando conhecer a pessoa na qual ele mais se parece de acordo com sua mãe. Essa dualidade é bem retratada até foneticamente, durante toda a canção ele cantar com uma voz mais fina, quase infantil, para no final, a parte mais impactante, ele canta com sua voz normal,  mostrando a dualidade de perspectivas em relação a situação.

Toda a imagem construída tanto na música "wolf" é agora quebrada em "like him". Aquela postura agressiva e questionadora que um jovem adulto zangado por lidar com o abandono e as consequências disso, agora é um homem  formado e não mais rancoroso, Tyler encontrou sua paz interior em relação a está questão e até se sente meio grato, porque foi necessário ter crescido sem um pai que ele virou quem ele é hoje. 

"Eu sou tudo aquilo que desejei ser"
"Eu pareço com ele? (Com ele, com ele, com ele, com ele"
"Eu não pareço com ele"

Ele não é mais uma criança deixada de lado, é muito menos o pai dele, ele é o Tyler The Creator. Nesta parte final fica evidente como o Tyler de agora enxerga a situação e não guarda mais mágoa. Até porque ele finalmente recebeu a resposta da pergunta que tanto fazia a si mesmo:

Por que eu fui abandonado?

E a mãe dele finalmente o responde agora que está pronto para encarar a verdadeira e história:

"A culpa foi minha, não sua, não dele, a culpa foi minha, desculpa"
A culpa foi minha
Não dele, porque ele sempre quis estar do seu lado
E sinto muito por isso, eu era jovem naquela época
Mas ele sempre quis ser um pai para você
Então eu, eu estraguei tudo e assumo a responsabilidade disso
Das minhas escolhas e decisões
E desculpa por isso
Ele é um cara legal
Então, não culpe ele por isso, porque a culpa foi minha
Só, você sabe, me perdoe"

Para todos que acharam que está música é um retrato de "Daddy issues" saibam que vocês não estão completamente errados, está notícia no final deve ter surpreendido até mesmo o Tyler e fico chocado que ele tenha compartilhado isso com o público, honestamente, sinto que "Like hum" é a música mais íntima que ele já lançou, os fãs puderam acompanhar a "criança curiosa e ressentida " crescer e "virar um adulto compreensivo" agora que sabe a verdade.

"Eu nunca mentiria para você, é"
"Você nunca vai precisar mentir para mim"

O pai dele nunca o abandonou, por vontade própria ao menos, apenas foi impedido pela mãe e a justiça de criar e ver o próprio filho. Tyler não guarda nada de ruim mais sobre nenhum deles, e principalmente sobre si mesmo, porque não é culpa dele nada disso, não é culpa dele "ter sido abandonado" e nem de parecer com seu próprio pai, até porque Tyler não é o pai dele. Ele é diferente. 

Considerações finais:

Inclusive, quero destacar a sonoridade desta música, ela começa lenta e melancólica, com piano, e evolui para uma mistura de guitarras distorcidas e bateria. Não sei muito sobre teoria músical e nem análise melódica então nesta última parte dei mais um "cntrl c + cntrl v" por acreditar que estás explicações já servem para vocês entenderem o que quero dizer.

Escala Menor Harmônica: A melodia é ancorada nessa escala, o que confere à música uma sensação emocional intensa e, por vezes, inquietante.
Produção Guiada pelo Piano: Uma melodia de piano tocante conduz a faixa, criando uma atmosfera crua, íntima e vulnerável.

Progressão Climática: Conforme a música avança, a instrumentação torna-se mais densa e pesada, refletindo o acúmulo de verdades não ditas e o peso das perguntas sem resposta sobre seu pai.

Centros Tonais: A composição transita por seções que giram em torno dos acordes de Sol Maior (G) e Ré Maior (D), que servem de base para a exploração melódica.

Enfim me esforcei bastante nesta análise e quase inclui uns "froid explica" para complementar minhas respostas e observações mas não vi necessidade em realmente fazer isso, a música por si só já dá para você tirar suas próprias conclusões e incentivo muito a todo mundo aqui ouvir a música, as vezes o real significado não está na obra e sim em quem a consome, então vão lá e digam o que acharam e se curtiram minha análise. 

(⁠◍⁠•⁠ᴗ⁠•⁠◍⁠)b 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

A sua casa não te pertence? nem a minha! Aprenda a não morar nela

  Sabe aquele sentimento de que a sua casa não é o seu lar? Que você é um invasor e não deveria estar ali, que deve fugir o mais rápido possível quando alguém te vê, o sentimento de estar perdido e sem lugar pra ir, saiba que você não é o único colega. 
  As vezes os inquilinos da residência (pais) nem sabem que você mora com eles, e tá tudo bem, lembre sempre que; invadiram seu espaço primeiro ao te colocarem nesse e ainda por cima te obrigaram a morar no mesmo lugar por 9 meses, sem você pode opinar, então, que os síndicos não reclamem pela sua presença no ambiente deles. Por isso venho num tutorial nada desesperado e atualizado de como não morar numa casa que não é sua. 



1. Deixe tudo arrumado, afinal você não é o proprietário do espaço:

Já que você é um invasor é sempre bom deixa a cena do mesmo jeito sempre, tente manter o máximo organizado para que caso algum dia alguém entre, não tenha provas de que você se quer pisou naquele espaço. Também das autoridades ficarem no seu pé mandando cumprir tarefas básicas como penalidade.


2. Saia sempre que possível, quantas vezes forem possível e só máximo de tempo que consguir:

Imagine que você é um criminoso procurado pela polícia e por isso não é seguro ficar tanto tempo em casa, especialmente no mesmo cômodo, fica fácil de saber seus hábitos e onde te encontrar. Também evita de você ouvir conversas e comentários paraleloz em relação ao seu ambiente ou você, mas lembre sempre que não estão falando de verdade contigo ou sobre quem você realmente é, afinal o verdadeiro "morador do lugar" se mudou e agora você está morando ali no lugar dele fingindo ser ele, sendo na realidade um invasor e ator!

3. O que é seu é seu, o que não é seu pode ser tirado de você.

Tente sempre ter suas próprias coisas, quando conseguir uma casa só sua ninguém poderá te impedir de levar, coloque o que puder no seu nome, afinal é seu, e caso de algum problema no futuro lembre sempre de ter uma notinha ou registro do seus bens, com fatos não há argumentos.

Caso nada seja seu e nem pode ser passado para o seu nome, guarde o que puder de dinheiro e compras em algum lugar reservado. Caso esteja preso a um lugar com alta checagem e segurança, então pense totalmente o oposto; o que não é seu nunca será seu podem levar que não importa pra você. Assim fica mais fácil de não ficar tão ressentido caso levem algum item "emprestado".

4. A vontade de se expressar é grande, mas a repressão sempre será maior.

Em alguns espaços os donos podem ser indiferentes ao surgimento de um ou dois poster, adesivo ou qualquer marcador de personalidade, talvez até seja comum pra eles receberem várias pessoas na casa não derem conta de analisar todo o ambiente, mesmo assim, quanto mais você o espaço fica mais difícil é de desapegar do lugar, é você precisa lembrar sempre que aquela casa não é sua e que você está lá por necessidade. Uma hora você vai poder encher o seu lar com todas as excentricidade.


5. Colecione habilidades, você é o seu próprio prédio;

Habilidades domésticas são importantes por si só, especialmente quando você está por conta própria! Será difícil achar e manter um espaço se você não conseguir se manter alimentado, por isso aprenda o básico de tudo, como cozinhar, lavar, passar, o que falar no médico e como agendar um, quanto custa tudo e no que se costuma gastar mais. Todas essas ações vão fazer a diferença na sua vida e quando você estiver capacitado a morar no seu espaço.

6. Estudo e trabalho é a base de um jovem bem encaminhado;

É importante ter uma fonte fixa que te de algum retorno, tanto o acúmulo de conhecimentos técnicos quanto inúmeras experiências profissionais podem te ajudar a lidar com os donos da casa em q vc mora, te manter mais tempo longe deles e ainda por cima auxiliar como uma verba.


7. Você já é um intruso, não convide outros sem permissão:

Se o lugar não é seu você não pode convidar outras pessoas para passar a noite ou te visitar sem algum aviso prévio, se os donos da casa não gostarem de receber mais moradores então priorize visitar outras casas, caso nem isso você possa, lembre que há lugares públicos o qual não é nenhum crime ficar passeando.


Enfim não levem tudo que eu disse ao literal, isso é um tutorial de como sair o mais cedo de casa e lidar com o fato de que as vezes o lugar que você mora te traz desconforto, seja pelo espaço em si ou pelos habitantes. Espero no próximo ano conseguir um lar meu, que quase não venha gente visitar e seja um lugar acolhedor sempre, algo totalmente oposto de qualquer uma das casas, não sinto que moro nelas, só hábito...

domingo, 12 de abril de 2026

Imagina ser conhecido apenas por desaparecer


Um vídeo muito bem explicadinho sobre como a Geraldine desapareceu, é uma pena que ela estava prestes a completar sua trilha e só se perdeu por um leve descuido, não julgo ela querer continuar sem sua amiga, afinal, quando se é idoso, nunca se sabe o tempo que resta.

Espero fazer coisas semelhantes quando eu estiver no mesmo estágio da vida, um dos meus maiores medos é parar de ser uma pessoa ativa e ser um idoso chato e sem personalidade alguma. Dito isso, um dos pontos críticos desse vídeo é a falta de imersão, não é um vídeo ruim, o relato é bom e bem coeso, apenas não me passa muita emoção, por que escolher falar sobre isso? Por quê falar da Geraldine em específico quando milhares de outras pessoas devem ter passado a mesma coisa se não pior? É apenas um ocorrido triste, mas não que me gere tanta empatia ou me faça imaginar como ela deve ter se sentido ao passar 1 mês sem ajuda na floresta, ficou meio impessoal.

Nota: 8,5/10 



Tenho mesmo compulsão por compras?

  
É mais um vídeo de recomendação de um livro sobre uma mulher que relata ser consumista e como saiu disso, do que, um vídeo falando sobre a compulsão por compras e como identificar, causar e o que fazer em relação a isso. Sem contar que é meio engraçado ser um "video propaganda" quando o tema sobre ele é consumismo, em específico o de moda, só que também tá na moda o "booktok" e o "studytok" te influenciando a comprar vários livros, mas no final você não consegue ler todos ou acaba lendo nenhum e só comprou pela capa ser bonita.

Também seria bacana ela recomendar mais desse gênero, ou que tivessem gatilhos diferentes, não acho que tudo é sobre querer estar na moda, e sim, sobre querer pertencer a um grupo, gastar por gastar, a dopamina que vem ao ganhar algo ou até mesmo a substituição de um vício por outro.

Enfim, não é um vídeo ruim, é apenas o título que me fez entender que seria um vídeo falando muito sobre uma coisa e no final não ser extremamente isso.

Nota: 6/10. (Maitres Selinea)