sexta-feira, 10 de julho de 2026

terror arquitetônico: um subgênero que merece mais obras

Você sente que tem um lar? Que o lugar onde mora é seguro? Que sua casa não oferece nenhum perigo? 

  Seja qual for sua resposta quero apresentar a vocês um subgênero de terror focado em estruturas, arquitetura e o psicológico. A primeira vez que eu tive medo da minha própria casa foi após ver o filme "A casa monstro" nunca tinha imaginado que a minha casa pudessem estar viva, me observando, ouvindo e ainda por cima tentando se comunicar comigo, esse filme me marcou de um jeito na infância que ao conhecer "backrooms" fiquei impressionado que ninguém tentou montar um paralelo entre eles dois. 
  No final das contas, após tanto pesquisar eu encontrei percebi alguns padrões e reuni os conceitos que falam sobre um mesmo assunto, só que de diferentes maneiras.
 
O terror arquitetônico: 

Dando uma explicação geral, é um subgênero do terror que explora a arquitetura e o espaço geografico como uma forma de terror, seja através de uma sensação claustrofobica, de que alguém mora na suas paredes ou de que você está em um espaço que não é aplicável nas leis da física. Entre obras que exploram isso, há um padrão que costuma se repetir;  usar apenas o espaço para te causar horror, e a outra forma; usar o espaço como um dos elementos do terror. 

1. Espaço Liminal: o local e o meu horror


Liminal (do latim limen, que significa "limiar") refere-se a um estado de transição, ambiguidade ou desorientação. Esses  lugares servem como uma passagem, como corredores e saguões vazios, que evocam uma sensação de vazio, nostalgia e desconhecido, podendo haver ou não criatura também usufruindo deste ambiente. 

O medo surge ao nos depararmos com espaços sem a presença humana habitual, nosso cérebro ativa um sinal de alerta. A expectativa de encontrar um local com padrão lógico é quebrada, gerando um estado de angústia e a sensação de que "algo está errado". A mídia mais conhecida que explora esse conceito são as backrooms. E para aqueles que desejam ver mais conteúdos desse tipo eu montei uma mini listas de midias que aparentemente fazem parte desse terror liminal:

Recomendação de terror liminal:
- Backrooms (filme/ Creepypasta)
- Vivarium (filme)
- Ruptura ( série)
- Silent hill (franquia de jogos) 
- Blame! (Mangá)
- A Casa Vazia (creppypasta)

2. Edificações: o local é o meu horror 

Edificações/ espaço edifícado vem de edifício, cujo o significado se dá por qualquer construção permanente projetada para abrigar atividades humanas, como moradia, trabalho, cultura ou comércio. Ele é caracterizado por ter cobertura, paredes e estrutura própria. Embora frequentemente usado como sinônimo de "prédio", o termo edifício costuma se referir a estruturas de maiores proporções ou com múltiplos pavimentos. 

O horror edificado usa o espaço e o design para evocar medo e claustrofobia, seja em edifícios absurdos e labirínticos que desafiam as leis físicas, aparentam ter uma vida por si só, não havendo (geralmente) monstros ou criaturas para te assustar, o próprio espaço e suas alterações é o verdadeiro terror.

Recomendação de terror edifícado:

- Casa monstro (filme)
- Casas estranhas (livro do uketsu)
- Esfera de Dyson (teoria )
- A Casa Sem Fim (creppypasta)
- Gigaestruturas ( conceito)
- Hello neighbor ( jogo)
* Não conheço tantos e a internet não ajuda porque aparentemente ninguém separa o terror arquitetônico do edificado, mas caso você queira recomendações achei essas no Reddit:*

Qual a diferença entre edificado e liminal? 

O terror liminal foca no desconforto psicológico gerado por espaços de transição vazios (corredores, saguões) que parecem errados ou nostálgicos. O terror edifícado, por outro lado, usa a estrutura física, a geometria impossível e a opressão do ambiente construído para criar medo, frequentemente associado a labirintos e arquitetura hostil. 

3. Mal assombrada: o espaço conhecido por vários horrores 
Mal-assombrado é um termo usado para descrever um local (geralmente uma casa, edifício ou lugar abandonado) que possui a fama de ser habitado por fantasmas ou assombrado por fenômenos sobrenaturais.

Ao focar em residências ou locais onde ocorrem fenômenos paranormais sem explicação lógica, como aparições, portas que rangem e objetos que se movem a casa vai de cenário a um personagem ativo, o que eu particularmente considero pertencente ao horror arquitetônico.

Recomendações de casas mal assombradas: 

- A sua casa kk
- O Iluminado ( filme)
- Invocação do Mal ( saga de filmes)
- A Assombração da Casa da Colina (livro) 
- The September house ( livro)
- Mansão mal assombrada ( filme)
- Casarões de Paranapiacaba (lugar real)
- A Casa das "Pedras Voadoras" (lugar real)
- A Mansão Winchester  (lugar real)
- Phasmophobia (jogo)

4. Phrogging: no meu espaço tem um horror escondido


Daqui pra frente vira categorias muito mais específicas, que eu considero parte do terror arquitetônico. O phrogging é a prática em que uma pessoa vive escondida dentro da residência de outra sem o conhecimento do proprietário, popularizada nos Estados Unidos. Ele utiliza tanto da figura do invasor, quanto a estrutura e seus simbolismos para causa o terror no telespectador.

Recomendações de mídias phrogging: 

-  Parasite ( filme) 
- a espreita do mal (filme)
- Martires (filme) 
- a casa do medo ( filme)
- barbarian (filme)
- hangman (filme)
- Anybody Home? (Livro)
- Nightwatching ( livro)
- The Stranger at No. 6  (livro)

5. Paranóia urbana: Eu faço meu próprio horror dentro deste espaço 


A paranóia urbana é um fenômeno psicológico e social caracterizado pelo estado de hipervigilância, ansiedade e medo constante gerado pelo ambiente das grandes metrópoles. Em cidades densas como São Paulo, a aglomeração, o trânsito e a percepção de insegurança alimentam esse sentimento de ameaça constante

Filmes deste tipo apresentam um terror muito mais real que pode acontecer com você em de forma fácil e dentro de casa, a qual também contribue para criar uma atmosfera sinistra sem utilizar do paranormal ou do inexplicável, apenas a capacidade humana e seus feitos dentro de 4 paredes.

Recomendações de midias com paranóia urbana: 

- Corra (filme)
- Fears to fathom (jogo)
- Meus 84m² (filme)
- This house has people in it (série do YouTube)
- O Inquilino (filme)
- O Eco (filme)
- O Presente (filme)
- Repulsa ao Sexo (filme)
- The Caregiver (jogo)
- American horror story (série)

 Estes foram alguns subtopicos que eu consegui extrair e pesquisar, felizmente com a popularidade de backrooms mais mídias com horror arquitetônico tem sido criadas e comentadas, se faltou algum outro tipo ou se tem alguma recomendação eu apoio fortemente deixar nos comentários ou até me enviar um e-mail/ mensagem. Agradeço por ler até aqui e até o próximo post.  :~)

domingo, 21 de junho de 2026

Garota à beira mar - de profundo só o c*

  Fazia um tempo que eu não parava e lia alguma coisa, com a vida corrida e tantas responsabilidades na vida é comum esquecer dos seus próprios interesses e passatempos, como meu amor por mangá e paixão por analisar minusciosamente detalhes que, normalmente, passam batido pelas pessoas. Contudo, Garota à Beira-Mar" (Umibe no Onnanoko), vulgo; o meu mais novo achado do Inio Asano, foi a obra lida e cuidadosamente analisada.

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Um rápido disclaimer, essa obra fala e retrata algums temas sensíveis como depressão, isolamento social e sexualidade. Caso algum desses tópicos te dê gatilho eu recomendo que não veja a obra e nem a minha análise!

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  O início nem se dá pelo começo, e sim pelo pós. Isobe, em seu primeiro ano, faz uma declaração a Sato e é rejeitado visto que ela tem interesse no Misaki, o mulherengo do colégio, entretanto após algum tempo ela recorre a ele para fazer um pedido um tanto, inesperado. E é nesse pedaço que tudo já começa dando errado.
  Pelo visto eles são amigos há algum tempo e ocasionalmente o Isobe apaixonou-se, tudo bem a Sato não gostar dele de volta e nem dar um real motivo para isto, o ruim é aproveitar-se desta paixão juvenil para satisfazer-se sexualmente. Após ter relações com Misaki, o cara que ela gosta, uma chave de desamparo vira ao percber que não era o suficiente para ser gostada. Isobe pergunta se todo esse caso secreto é para ela sentir-se mais próxima do Misaki, e como só age por puro impulso de seus desejos, não consegue responder essa pergunta. 

  Toda cena em que eles tem alguma conversa nostálgica ou romântica acontece na praia, eles dois nunca chegam a tocar juntos no mar, apenas de formas separadas, o garoto sempre vê seu irmão morto saindo das águas no seus pesadelos, já a garota entra no mar no final da obra com um alegre sorriso despreocupado. A simbologia do mar nessas cenas, várias conforme o personagem, para a Sato ele tende a ser uma profunda conexão com a vida, sustento a espiritualidade, já Isobe, o lado negativo e mistério; ameaça, isolamento e destruição.

  O retrato das relações sexuais entre eles por mais explícito que seja, causa o desprazer no leitor, as cenas não são um mero enfeite de apreço, e sim uma forma de conexão e franqueza, Sato demonstrar ser alguém superficial, fria e egoísta, e Isobe um menino muito além da depressão, um cara apaixonado mas não ingênuo. Esse cair de máscaras fica mais desconfortável a medida em que o leitor acompanha os dois lados da mesma moeda, ela é uma garota considerada bobinha, ingênua, preguiçosa e até tímida para seus colegas, uma visão totalmente superficial e feita para se encaixar socialmente. Ela não sabe bem o que quer da vida.

Entretanto, o menino é alguém totalmente oposto, não tenta se encaixar na sociedade e muito menos participa dela, por isso não tenta fingir ser alguém que não é, além de que tem mais interesse na vida e problemas das pessoas, procurando conhecer ela além de sua aparência e superfície.

     Acredito que em alguns momentos, como este acima, ela também tentou se conectar com ele mesmo que de uma forma peculiar, todo problema que ele diz ter ela acaba mudando de assunto ou resolvendo através deste artifício, mas nem tudo pode ser resolvido desta maneira, principalmente quando o maior problema na vida do seu único amigo de verdade é a falta de conexão com as pessoas. 
    Não vou focar muito na figura do irmão porque apesar dele ser importante, sua relevância se dá mais pelo Isobe porque é a trama central da depressão dele, é porque quero que leiam o mangá, dito isso, as coisas mais importantes sobre o irmão morto dele é que; ele possuia um blog e virou um hikikomori otaku devido ao bullying que sofria na escola. O irmão dele é uma das coisas mais comentadas e ainda sim quando ela chega não percebe a beliche ou que os itens não são dele.
     O pai de Isobe da uma câmera velha para ele contendo um hd velho de uma garota muito bonita e desconhecida, em paralelo, Sato está na escola conversando com suas amigas sobre o futuro, um detalhe muito interessante que pode ser tão óbvio a ponto de passar despercebido é; ela é uma garota medíocre, não é a mais bonita e nem a mais feia, não se destaca em nada, sua opinião é baseada nas demais e possue relações superficiais. Penso que essas meninas não representam nada além de status para Sato, algo a possuir por conformismo, pela norma exigir que você esteja cercado de pessoas semelhantes a você, entretanto a entrada de Isobe na vida dela quebra esse panorama, aonde ele, o " mais abaixo que os abaixo da média" não é uma opção romântica válida, visto a provável instabilidade que poderia ser causada em sua vidinha confortável. Ele precisa dela mais do que ela precise dele, então uma simples brincadeira de "você tem medo de ser trocada por uma garota que só vi por foto" não é tolerável se "ameaça" a sua dominância, é ela quem inicia as investidas sexuais e quem procura-o, ele é apenas um brinquedo.
   As coisas mudam de figura depois de dois eventos, ela apagar as fotos da garota mistériosa do computador dele, e um colega da sala deles vê os dois saindo juntos. No ambiente escola, Sato e Isobe não olham nem um para o outro, o que contrata radicalmente com o fato deles transarem, ela ficou perturbada em saber que Kashima viu os dois minimamente interagindo por ameaçar sua reputação e status, algo que Isobe mostra não dar a mínima já que pra ele só era importante ela ter mexido mas fotos. Essa briga é muito importante para o relacionamento deles ao enxergarmos as facetas escondidas um do outro, ela está começando a apegar-se, ele está desapaixonando-se dela, é perceptível pelas recusas dela que eles nunca vão ter nada além de sexo, sem romance, sem beijos ou afeto e por mais que suas necessidades básicas sejam supridas, as suas emocionais persistentem, a ponto da única pessoa beneficiada nessa troca é apenas a menina.

    O "término" é inevitável e necessário, esse tempo que eles ficam separados serve para clarificar os pensamentos da guria e expandir os do guri. Nesse meio tempo Kashima demonstra gosta da Sato deis da infância e ter ciúmes de Isobe, eles brigam fisicamente e pessoalmente sinto que este evento serviu para provar que ele não gosta mais dela e que no final ela vai acabar com alguém tão medíocre quanto, como observado no quadro posterior, ao invés dela tentar reconectar-se com Isobe apenas aceita a derrota e busca abrigo no que é familiar: o Misaki.
   O fim já está muito bem encaminhado e projetado durante a leitura deste mangá, os eventos posteriores confirmam os traços mais marcantes dos protagonistas e os deixam tão caricatos para depois quebra-los, Isobe não vai atrás dela e começa os planos de vingança a aquele que fizeram bullying ao seu irmão, planos esses com intuito suicida e não há quem o pare. Sato sai com outras pessoas e quase fica com Misaki porém de um jeito desconfortável e forçado, sua evolução de personagem é mostrada aqui, antigamente ela teria aceitado esse tipo de relação para agrada-lo, agora, ela foge dessa festa e não quer ficar com o Kamishida, O jogado de beisebol ciumento e que gosta dela, só por conveniência ou satisfaçãoz ela assume para si que deseja o Isobe. Mas, novamente, sua única conhecida de afeto é o sexo.
 Tudo já estava fadado deis do começo. Seus sentimentos de raiva e luto ficaram ainda mais forte depois que o amor sentido pela Sato passou, podem continuar transando o dia inteirinho que isso não fará aquela paixão voltar e nem será o modo mais adequado de dar afeto, apoio e carinho a alguém que perdeu isso com o tempo. O jogo virou e agora o brinquedo é ela, ao invés de eu explicar mais detalhadamente as causas que levaram a isso, gostaria de mostrar está linha de diálogos entre eles que esclarece essa nova dinâmica de relacionamento e o seu surgimento:
  Como leitor, senti que o lá o que eles tentaram obter com isso ou começar apatir disso falhou e murchou rapidamente. Talvez em algum momento até houve esperança e uma possibilidade de final feliz, mas seja qual for o momento de sua existência, já não importa mais, nada será como antes...

Nota: guardem essa última frase 

  Passa-se um mês após todos esses eventos e a dualidade entre eles é algo notável, Saki está mais emotiva e carente, querendo fazer o possível para ser aquela quem Isobe gosta, enquanto ele, virou alguém frio e calculista cujo único objetivo é ter sua vingança. Essa parte do mangá fecha também algumas subtramas dps personagens secundários e terciários, que na minha visão, servem de crítica e materialização dos pensamentos e desejos dos personagens, como por exemplo uma das amigas da garota, que acaba dormindo com o mulherengo, este evento me fez creer que nunca foi exatamente sobre ela, que para o Misaki o importante é apenas o sexo sem compromisso, e se ela não quer isso há quem queira, especialmente alguém tão fútil e superficial quanto ela. 

  Também é muito interessante reparar que o simbolismo do mar volta em formato de fenômeno natural, uma tempestade com chuva a qual Isobe finalmente consegue atingir seu objetivo é livrar-se do fantasma do seu afogado irmão, enquanto Saki afunda-se no próprio vazio ao aceitar seus sentimentos por ele e a sua nova realidade. Conforme a leitura das páginas senti que ela até quis tentar mudar e corrigir tudo neste final, arrumar suas atitudes, deixar de ser uma garota superficial e assumir um compromisso com o único que lhe fez sentir algo a mais em sua monótona vida, entretanto, tais vontades são motivadas por razões puramente frívolas, tais motivações são para atingir objetivos específicos e não verdadeiramente mudar como pessoa. Isobe morre (simbolicamente), para ela e para si, e sua nova vida começa apartir do momento em que ele encontra com a tão sonhada "garota a beira mar"

Deixando a sua garota para trás...

    É muito difícil comentar desse mangá sem levantar alguns pontos que agregam na trama, mas não de uma maneira forte e contínua, estão mais para interpretações que o próprio leitor pode tirar da situação que não necessariamente estará errado, incluindo a "garota a beira mar", sua ausência de nome já denota que a própria é alguma alegoria dos sentimentos de Isobe ou materialização do mar, como se ele fosse um personagem que indiretamente influência a trama. As questões do menino com a figura feminina são tão complexas que sendo sincera, não seria esquisito dizer que por exemplo Isobe pode ser queer, ao dizer usar as roupas de Saki para masturbar-se e transar com ela e depois dizer que por um momento ele já sonhou estar em seu lugar, me é enxergada como um conotação lgbtq, especialmente agora que a garota do mar está tão próximo dele após ele terminar sua relação com a Saki, sua liberdade não foi só do relacionamento, mas também de si.

  Por um outro lado, nossa protagonista está presa a infelizes sentimentos. No outro dia tudo volta aos conformes, Saki fica surpresa de seu amigo estar vivo, mas acima de tudo, fica mais surpresa ainda sobre como ele mudou da noite pro dia, eles conversam de maneira superficial e fica nítida o quanto ela está incomodada dele agir como seus colegas agem, Isobe fala sobre ter encontrado a garota das fotos, que ele agora tem sonhos e objetivos de vida e está otimista, já Saki, tenta desencoraja-lo e fazer ele voltar a ser o mesmo de antes. Diante a tantos sentimentos há finalmente uma declaração, ela admite gostar dele e querer ser mais próxima do que isso e como está arrependida do relacionamento ter esfriado. 
   Sentimentos adolescentes são tão confusos e complicados, quem diria que transar com alguém que você não gosta faria você gostar dele e ele se desgostar de você, situações como está não são óbvias nem na vida adulta portanto apesar de condenar várias ações de ambos, consigo compreender como essa fase da vida é essencial para cometermos erros, aprendermos quem somos e o que queremos para nossas vidas, e o garoto, entende que não deseja estar com ela para sempre.
       Vejo essa rejeição não como um avanço, e sim uma desistência do que te faz mal, o rancor e culpa do seu irmão ter se matado, o abandono do seus pais e o ressentimento que ele possue em ser usado pela Saki cai por terra agora, Isobe está começando a ter um pouco mais de respeito próprio, também há especulações sobre ele começar a gostar da outra garota, o que eu não acho tão plausível assim (por motivos que serão revelados mais tarde) e também mesmo que "ele gostasse dela" acredito que a menina serve apenas de alegoria, uma representação física da aceitação e mudança, tal qual o mar. 

      Outra mudança interessante é o fato de ela estar pedindo para ser beijada agora, o afeto tão sonhado e cobiçado por ele agora demonstra-se alcançável. Os papéis inverteram-se, ele não se deixa ser manipulado e usado e novamente a rejeita, sozinha e desolada, tudo que ela pode fazer é chorar, buscar conforto nas lágrimas, em outras águas que não sejam o mar, visto que o amor que ele transmitia antes, voltou em formato de dor. 

       Não distante, vendo o ponto de vista do garoto, o qual desmorona e deixa a máscara cair ao afastar-se de Saki, não dá para saber até onde a história que ele contou é verídica. Acredito que o autor quis deixar propositalmente ambíguo para nós, leitores, interpretarmos do nosso jeito, além de não ser algo tão relevante visto que as ações do Isobe mostraram ter consequências, essas judiciais, sendo o seu final ele sendo levado pela polícia para ser interrogado. Ele vai sem demonstrar relutância, afinal, sua vingança foi conquistada com sucesso e a figura do seu irmão já não o assombra mais, assim como o mar, que ganha um novo significado para o Isobe.

    No último capítulo já passou um bom tempo após esses eventos, não sabemos o paradeiro de Isobe e Saki já está no segundo ano do ensino médio em um outro distrito com namorado novo, o Otsu, o qual tem como papel narrativo mostrar que a Saki mudou como pessoa, embora me pergunto se ela realmente mudou de dentro pra fora ou de fora pra dentro, caso não entendam a diferença desta sequência, na primeira ela finalmente aceita seu passado e os eventos ocorridos e se permite gostar e ser gosta da por quem ela é e não por quem aparenta ser e sem ser de uma maneira "tóxica" ou "manipulativa", e na segunda ela apenas aceita a superficialidade da vida e dos relacionamentos e continua neste ciclo só que de uma maneira mais velada. Não conseguo dizer com certeza qual dos dois lados ela está, porque ao mesmo tempo que é mostrado ela beijando o seu novo namorado (algo que ela não faria com Isobe porque não gostava dele até então, mas o seu novo namorado não parece muito diferente dele já que tem os mesmos gostos e um visual semelhante) ela também está escondendo um relacionamento da suas amigas e depois aparece beijando um antigo colega que gostava dela ( o tampinha do beisebol)
   Em uma conversa com esse mesmo tampinha eles conversam sobre a vida e como tudo está muito diferente e como tudo não saiu exatamente como pensava, mas o que dá a entender em uma das frases dela é que apesar das esperanças no futuro, os problemas que eles tem não são nada porque sempre terá alguém com maiores, ou nesse caso sempre seremos insignificantes perante o universo, ou, até mesmo perante o mar, que é algo maior do que eles.
 Essa é a última cena do mangá, gosto de pensar que o autor propositalmente colocou ela por conta do título e dos simbolismo, se no início o mar era amor e nostalgia, no final ele é aceitação do passado, futuro e incertezas que podem trazer até mesmo um pouco de dor. Assim como o cabelo, a água guarda lembranças as quais podem ser deixadas na areia, enterradas ou até mesmo levadas por serem profundas, tais questionamentos ficam muito mais ricos ao lembrar que nas primeiras cenas ela ia para a praia como se estivesse procurando alguma coisa, mas nunca encontrava nada porque não sabia exatamente o que queria achar, ela voltou dizendo procurar um cartão de memória perdido, o mesmo que fez Isobe ver pela primeira vez a outra menina, ela também nunca entra na água e os únicos momentos em que alguém faz isso é o irmão morto do Isobe, símbolo de assuntos não resolvidos, desconforto, medo e dúvida, mas, agora ela é vista com os pés na beira do mar, estando em contanto com a água, algo que particularmente levo como aceitação entre passado e presente, duas coisas bem interligadas neste quadrinho. 

  Contudo, foi uma boa leitura, quando você lê de primeira talvez fique um pouco decepcionado por perder seu tempo, aí quando você lê uma segunda, já começa a refletir se este romance vazio onde dois adolescentes usam um ao outro pra se completarem não fala, nem que seja um pouquinho, sobre você. Aqui, a perda de um amor não é algo extremamente trágico, pessoas mudam e durante a adolescência é comum que você magoe, use e seja usado e  ainda sim permaneça sendo alguém indeciso e confuso, eles são apenas dois jovens no final de tudo, os quais passaram por uma fase, algo pequeno e temporário em relação ao resto das vidas deles. Este mangá serve de espelho para os leitores observarem se não são pessoas tão vazias e superficiais quanto os personagens retratados, se alguém realmente te conhece ou só conhece o seu corpo, rosto e o seu nome, se você não está em um ciclo vicioso onde com medo de se conhecer e molhar os pés, acaba ficando só na "beira do mar".

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Considerações finais:

   Ufa! Eu já não tava aguentando mais escrever, era para sair esse post mais cedo ( em Maio), porém me empolguei tanto, tanto que acabou prolongando e virando essa resenha, análise? crítica? Posso ter deixado passar alguns simbolismos e ter entendido algumas cenas de outro jeito, mas, tudo que abordei foi em relação ao meu ponto de vista, não tem jeito certo (até onde eu saiba) de entender essa obra, quem sabe quando você ler possa ver as coisas por outra ótica, de um jeito mais simples ou complexo, vilanizando o Isobe ou a Saki e gostando do final talvez. Seja como for sua visão se puder deixar um comentário ou até quem sabe me enviar um e-mail para falar o que achou seria uma ação bastante apreciada da minha parte. Quem sabe trarei mais obras do Inio Asano ou outros oneshots que não vejo muitas análises na internet  (⁠◍⁠•⁠ᴗ⁠•⁠◍⁠)b 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Analisando obras de arte que eu gosto como se eu soubesse alguma coisa sobre até eu realmente começar a saber;

Eu não posso mais ser noiva. ( Yuko Tatsushima)
  Yuko é uma pintora com poucas informações online, realizou algumas pequenas exposições e possui um site com todas as suas obras mas nenhum email para contato, esse mistério todo sobre a autora fez com que sua pouca fama tornasse seu quadro mais famoso a principal inspiração de várias Creepypastas.
   Como o próprio nome sugere, a imagem retrata alguém que não pode mais ser noiva, entretanto o motivo disso pode não ser algo óbvio a primeira vista. Indo além do choque a primeira vista, a cor vermelha é um dos principais componentes que climatização o horror neste quadro, entrando na psicologia das cores, vermelho é a cor que representa intensidade, sangue, urgência, alerta, raiva e perigo, observando em uma escala mais neutra está presente dois tons de vermelho, o que está no corpo da mulher e o do cenário.
  O do cenário é mais escuro e não muito forte, estando mais próximo do magenta, associado a energia e ação,  contrastante ao dela, um mais puxado para o preto; cor do luto, seriedade, aflição, o que me leva a creer que o ruídos do mundo causam uma dor a ela tão forte e tão grande que a paralisa, mas este estado catatônico não impede o cenário de continuar exercendo pressão sobre ela, de um modo tão intenso ao ponto dela ser, aos poucos, mesclada com a paisagem, seja pelos rabiscos pretos na tela que se encontram em seu corpo, ou pelas tonalidades semelhantes a primeira vista. 
  Apesar disto ela parece estar lutando contra a dor ao manter pequenas partes suas conservadas na roupa, sendo uma afronta ao mundo porque ela ainda tenta preservar sua integridade diante da dor, a qual aumenta quando você repara que o vestido dela está rasgado mas partes íntimas, exposto na região dos seios e suas mãos escondidas atrás das costas, um sinal de defesa em situações sociais desconfortáveis.
 Levando em conta o papel feminino na sociedade japonesa, a história que se pode tirar por de trás deste quadro é que a mulher retratada sofreu um abuso sexual, e pelo machismo social ela não está mais apta a ser uma esposa muito menos noiva ao ter relações, mesmo que não consentidas, antes do casamento. Tal evento foi tão estressante e traumatizante que desperta sentimentos intensamente negativos sobre si e sobre o mundo, sua postura introspectiva e defensiva é ofuscada por seu sorriso enigmático, ora para despistar o sofrimento e ora para manter-se performática, aparentando ser uma mulher passível de se casar mesmo tendo sofrido algo terrível, visto que seu cabelo ainda está arrumado assim como ela, e o desvio no olhar mostra que algo a mais capturou zua atenção.
  Há um outro detalhe muito curioso sobre este quadro que nos dá uma confirmação desta teoria; o pescoço alongado dela. No folclore japonês existem yokais chamados rokurokubi, espíritos semelhante a mulheres perfeitamente normais, mas, que à noite, enquanto seus corpos dormem, seus pescoços esticam-se a comprimentos extraordinários ou suas cabeças se soltam para vagar livremente e assustar pessoas. A lenda divide a criatura entre o rokurokubi (pescoço que se estica) e o nukekubi (cabeça que se desprende do corpo e flutua), mas em ambos os casos sua origem se dá por mulheres humanas que foram amaldiçoadas devido a alguma transgressão ou ato imoral cometido por elas ou por seus maridos.
  Ela sente-se culpada pelo ocorrido, nã osendo atoa que sua imagem tão distorcida e pútrida, o sentimento de culpa a corroe por dentro, mas acredito que ele não venha de dentro, pois, o pouco resto de roupa que tem é um símbolo de sua inocência, a qual apesar de arruinada, continua presente. A vergonha e o pesar vieram do mundo, o qual faz ela pensar que devido ao ocorrido ela é uma garota impura, e por isso não merece mais casar-se.

sábado, 25 de abril de 2026

Like him - Quando a resposta finalmente chega, mas não é do jeito que você queria


Contexto: 

Pensa em uma música que fala tanto sobre você que só faltava mencionar o seu nome no meio a fim de provar sua tese. Like him é essa música para mim.

Quando lançou o álbum do Tyler eu ouvi em ordem bonitinho, assim podia entender a história ou até mesmo ver se tinha alguma transição entre os sons. Porém, quando parou em Like vim eu fiquei tão vidrado, tão fixado, tão encantado com essa música, que passei os próximos meses com ela no meu top 1. Talvez seja por sua melodia, pelo Tyler cantar meio fino e conforme vai avançando ele volta ao normal, pela letra ou pelo final da música, aquele "do I look like him?" Seguido de um "I don't look like him" é tão impactante, me senti na necessidade de fazer uma análise e te convencer que está música em específico é a melhor do álbum.

Análise da música:

Tudo começa com um suposto áudio da mãe dele falando sobre como todas as suas características físicas remetem a "aquele cara", deixando implícito que ela pode estar falando sobre o progenitor do Tyler, pois mais pra frente o próprio começa a discursar sobre isso, dizendo:

" Ela disse que as minhas expressões são iguais as dele"
"Igual a ele, igual a ele, igual a ele"
"Eu não sei quem ele é"

  Também mostra que pela música já começar com a voz de sua mãe, ela é uma figura central nesta história e muitas vezes o único pilar em que tyler pode se apoiar, dado que, foi abandonado pelo pai. Características está na qual marcou ele tão profundamente a ponto dele não saber dizer quem ele mesmo é, não conseguir construir identidade própria por se basear demais na do pai.

"Mãe, estou perseguindo um fantasma
Eu não sei onde ele está
Eu não sei quem ele é"

A repetição do "like him (com ele)" parece funcionar quase como um mantra pessoal, Tyler fica tão absorvido na questão de ser parecido com ele, falarem dele mas nunca o conhecê-lo que ocasionalmente parece criar tanto um medo quando um desejo de ser parecido apenas para ter a falsa sensação de estar "junto" do seu pai mesmo que só em personalidade ou aparência. (Opinião ultra pessoal minha)

  Contextualizando por fora este detalhes, Tyler já fez algumas músicas e até falou em entrevista sobre como nunca conheceu o seu pai e os sentimentos que ele tem em relação a isso. No disco Wolf, a música Answer demonstra todo o seu sofrimento, raiva e frustração em não saber o porquê de ter sido abandonado, e o problemas que sido vem gerando nele como sua crise de identidade, vazio e sentimentos contraditórios sobre si.

  A angústia de dá ao parecer com alguém que você nem sabe como é, mal sabe algo sobre ele e não pode nem entrar em contato. Isso causa um vazio nele e sentimentos opostos como indiferença e carência, o que me parece um conflito entre duas partes: seu lado mais infantil, guiado por suas necessidades afetivas básicas, ainda quer saber quem ele é, o motivo de não estar presente. 
  Por um outro lado, seu eu racional não encontra lógica nessa busca de conexão, afinal:

"Como eu poderia sentir falta de algo que nunca tive?"  "Porque tudo deu certo/ Sem ele (com quem?)"

 Afinal ele já tem uma mãe para preencher todas as suas necessidades emocionais:

 "Você me deu amor", " E afeto", "Atenção", "Proteção". 

Entretanto o Tyler criança sabe que isso não é o bastante e que sente a falta do pai, desejando conhecer a pessoa na qual ele mais se parece de acordo com sua mãe. Essa dualidade é bem retratada até foneticamente, durante toda a canção ele cantar com uma voz mais fina, quase infantil, para no final, a parte mais impactante, ele canta com sua voz normal,  mostrando a dualidade de perspectivas em relação a situação.

Toda a imagem construída tanto na música "wolf" é agora quebrada em "like him". Aquela postura agressiva e questionadora que um jovem adulto zangado por lidar com o abandono e as consequências disso, agora é um homem  formado e não mais rancoroso, Tyler encontrou sua paz interior em relação a está questão e até se sente meio grato, porque foi necessário ter crescido sem um pai que ele virou quem ele é hoje. 

"Eu sou tudo aquilo que desejei ser"
"Eu pareço com ele? (Com ele, com ele, com ele, com ele"
"Eu não pareço com ele"

Ele não é mais uma criança deixada de lado, é muito menos o pai dele, ele é o Tyler The Creator. Nesta parte final fica evidente como o Tyler de agora enxerga a situação e não guarda mais mágoa. Até porque ele finalmente recebeu a resposta da pergunta que tanto fazia a si mesmo:

Por que eu fui abandonado?

E a mãe dele finalmente o responde agora que está pronto para encarar a verdadeira e história:

"A culpa foi minha, não sua, não dele, a culpa foi minha, desculpa"
A culpa foi minha
Não dele, porque ele sempre quis estar do seu lado
E sinto muito por isso, eu era jovem naquela época
Mas ele sempre quis ser um pai para você
Então eu, eu estraguei tudo e assumo a responsabilidade disso
Das minhas escolhas e decisões
E desculpa por isso
Ele é um cara legal
Então, não culpe ele por isso, porque a culpa foi minha
Só, você sabe, me perdoe"

Para todos que acharam que está música é um retrato de "Daddy issues" saibam que vocês não estão completamente errados, está notícia no final deve ter surpreendido até mesmo o Tyler e fico chocado que ele tenha compartilhado isso com o público, honestamente, sinto que "Like hum" é a música mais íntima que ele já lançou, os fãs puderam acompanhar a "criança curiosa e ressentida " crescer e "virar um adulto compreensivo" agora que sabe a verdade.

"Eu nunca mentiria para você, é"
"Você nunca vai precisar mentir para mim"

O pai dele nunca o abandonou, por vontade própria ao menos, apenas foi impedido pela mãe e a justiça de criar e ver o próprio filho. Tyler não guarda nada de ruim mais sobre nenhum deles, e principalmente sobre si mesmo, porque não é culpa dele nada disso, não é culpa dele "ter sido abandonado" e nem de parecer com seu próprio pai, até porque Tyler não é o pai dele. Ele é diferente. 

Considerações finais:

Inclusive, quero destacar a sonoridade desta música, ela começa lenta e melancólica, com piano, e evolui para uma mistura de guitarras distorcidas e bateria. Não sei muito sobre teoria músical e nem análise melódica então nesta última parte dei mais um "cntrl c + cntrl v" por acreditar que estás explicações já servem para vocês entenderem o que quero dizer.

Escala Menor Harmônica: A melodia é ancorada nessa escala, o que confere à música uma sensação emocional intensa e, por vezes, inquietante.
Produção Guiada pelo Piano: Uma melodia de piano tocante conduz a faixa, criando uma atmosfera crua, íntima e vulnerável.

Progressão Climática: Conforme a música avança, a instrumentação torna-se mais densa e pesada, refletindo o acúmulo de verdades não ditas e o peso das perguntas sem resposta sobre seu pai.

Centros Tonais: A composição transita por seções que giram em torno dos acordes de Sol Maior (G) e Ré Maior (D), que servem de base para a exploração melódica.

Enfim me esforcei bastante nesta análise e quase inclui uns "froid explica" para complementar minhas respostas e observações mas não vi necessidade em realmente fazer isso, a música por si só já dá para você tirar suas próprias conclusões e incentivo muito a todo mundo aqui ouvir a música, as vezes o real significado não está na obra e sim em quem a consome, então vão lá e digam o que acharam e se curtiram minha análise. 

(⁠◍⁠•⁠ᴗ⁠•⁠◍⁠)b 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

A sua casa não te pertence? nem a minha! Aprenda a não morar nela

  Sabe aquele sentimento de que a sua casa não é o seu lar? Que você é um invasor e não deveria estar ali, que deve fugir o mais rápido possível quando alguém te vê, o sentimento de estar perdido e sem lugar pra ir, saiba que você não é o único colega. 
  As vezes os inquilinos da residência (pais) nem sabem que você mora com eles, e tá tudo bem, lembre sempre que; invadiram seu espaço primeiro ao te colocarem nesse e ainda por cima te obrigaram a morar no mesmo lugar por 9 meses, sem você pode opinar, então, que os síndicos não reclamem pela sua presença no ambiente deles. Por isso venho num tutorial nada desesperado e atualizado de como não morar numa casa que não é sua. 



1. Deixe tudo arrumado, afinal você não é o proprietário do espaço:

Já que você é um invasor é sempre bom deixa a cena do mesmo jeito sempre, tente manter o máximo organizado para que caso algum dia alguém entre, não tenha provas de que você se quer pisou naquele espaço. Também das autoridades ficarem no seu pé mandando cumprir tarefas básicas como penalidade.


2. Saia sempre que possível, quantas vezes forem possível e só máximo de tempo que consguir:

Imagine que você é um criminoso procurado pela polícia e por isso não é seguro ficar tanto tempo em casa, especialmente no mesmo cômodo, fica fácil de saber seus hábitos e onde te encontrar. Também evita de você ouvir conversas e comentários paraleloz em relação ao seu ambiente ou você, mas lembre sempre que não estão falando de verdade contigo ou sobre quem você realmente é, afinal o verdadeiro "morador do lugar" se mudou e agora você está morando ali no lugar dele fingindo ser ele, sendo na realidade um invasor e ator!

3. O que é seu é seu, o que não é seu pode ser tirado de você.

Tente sempre ter suas próprias coisas, quando conseguir uma casa só sua ninguém poderá te impedir de levar, coloque o que puder no seu nome, afinal é seu, e caso de algum problema no futuro lembre sempre de ter uma notinha ou registro do seus bens, com fatos não há argumentos.

Caso nada seja seu e nem pode ser passado para o seu nome, guarde o que puder de dinheiro e compras em algum lugar reservado. Caso esteja preso a um lugar com alta checagem e segurança, então pense totalmente o oposto; o que não é seu nunca será seu podem levar que não importa pra você. Assim fica mais fácil de não ficar tão ressentido caso levem algum item "emprestado".

4. A vontade de se expressar é grande, mas a repressão sempre será maior.

Em alguns espaços os donos podem ser indiferentes ao surgimento de um ou dois poster, adesivo ou qualquer marcador de personalidade, talvez até seja comum pra eles receberem várias pessoas na casa não derem conta de analisar todo o ambiente, mesmo assim, quanto mais você o espaço fica mais difícil é de desapegar do lugar, é você precisa lembrar sempre que aquela casa não é sua e que você está lá por necessidade. Uma hora você vai poder encher o seu lar com todas as excentricidade.


5. Colecione habilidades, você é o seu próprio prédio;

Habilidades domésticas são importantes por si só, especialmente quando você está por conta própria! Será difícil achar e manter um espaço se você não conseguir se manter alimentado, por isso aprenda o básico de tudo, como cozinhar, lavar, passar, o que falar no médico e como agendar um, quanto custa tudo e no que se costuma gastar mais. Todas essas ações vão fazer a diferença na sua vida e quando você estiver capacitado a morar no seu espaço.

6. Estudo e trabalho é a base de um jovem bem encaminhado;

É importante ter uma fonte fixa que te de algum retorno, tanto o acúmulo de conhecimentos técnicos quanto inúmeras experiências profissionais podem te ajudar a lidar com os donos da casa em q vc mora, te manter mais tempo longe deles e ainda por cima auxiliar como uma verba.


7. Você já é um intruso, não convide outros sem permissão:

Se o lugar não é seu você não pode convidar outras pessoas para passar a noite ou te visitar sem algum aviso prévio, se os donos da casa não gostarem de receber mais moradores então priorize visitar outras casas, caso nem isso você possa, lembre que há lugares públicos o qual não é nenhum crime ficar passeando.


Enfim não levem tudo que eu disse ao literal, isso é um tutorial de como sair o mais cedo de casa e lidar com o fato de que as vezes o lugar que você mora te traz desconforto, seja pelo espaço em si ou pelos habitantes. Espero no próximo ano conseguir um lar meu, que quase não venha gente visitar e seja um lugar acolhedor sempre, algo totalmente oposto de qualquer uma das casas, não sinto que moro nelas, só hábito...

domingo, 12 de abril de 2026

Imagina ser conhecido apenas por desaparecer


Um vídeo muito bem explicadinho sobre como a Geraldine desapareceu, é uma pena que ela estava prestes a completar sua trilha e só se perdeu por um leve descuido, não julgo ela querer continuar sem sua amiga, afinal, quando se é idoso, nunca se sabe o tempo que resta.

Espero fazer coisas semelhantes quando eu estiver no mesmo estágio da vida, um dos meus maiores medos é parar de ser uma pessoa ativa e ser um idoso chato e sem personalidade alguma. Dito isso, um dos pontos críticos desse vídeo é a falta de imersão, não é um vídeo ruim, o relato é bom e bem coeso, apenas não me passa muita emoção, por que escolher falar sobre isso? Por quê falar da Geraldine em específico quando milhares de outras pessoas devem ter passado a mesma coisa se não pior? É apenas um ocorrido triste, mas não que me gere tanta empatia ou me faça imaginar como ela deve ter se sentido ao passar 1 mês sem ajuda na floresta, ficou meio impessoal.

Nota: 8,5/10 



Tenho mesmo compulsão por compras?

  
É mais um vídeo de recomendação de um livro sobre uma mulher que relata ser consumista e como saiu disso, do que, um vídeo falando sobre a compulsão por compras e como identificar, causar e o que fazer em relação a isso. Sem contar que é meio engraçado ser um "video propaganda" quando o tema sobre ele é consumismo, em específico o de moda, só que também tá na moda o "booktok" e o "studytok" te influenciando a comprar vários livros, mas no final você não consegue ler todos ou acaba lendo nenhum e só comprou pela capa ser bonita.

Também seria bacana ela recomendar mais desse gênero, ou que tivessem gatilhos diferentes, não acho que tudo é sobre querer estar na moda, e sim, sobre querer pertencer a um grupo, gastar por gastar, a dopamina que vem ao ganhar algo ou até mesmo a substituição de um vício por outro.

Enfim, não é um vídeo ruim, é apenas o título que me fez entender que seria um vídeo falando muito sobre uma coisa e no final não ser extremamente isso.

Nota: 6/10. (Maitres Selinea)